A Monark 10

O meu pai tinha na garagem lá de casa uma bicicleta que tinha ganhado de um amigo, mas já tava bem velhinha, empoeirada, com os pneus ressecados e os raios enferrujados. O quadro era rosa-mangueira, e os cromados estavam bem detonados, e minha mãe já estava querendo jogar fora.
Ah, pô, jogar fora uma bicicleta?! Transformar em entulho o mais eficiente meio de transporte movido à energia humana?! Negativo.
Logo me prontifiquei a reformar a bichinha, e foi aí que começou mesmo meu gosto e admiração pelas bicicletas.

Achei que ia ser mais fácil, mas também não foi lá nada impossível. Primeiro passo, desmontar a bike toda, depois tirar toda a tinta do quadro, tirar a ferrugem, fosfatizar, passar base, lixar, base de novo, lixa mais um pouco, base novamente, lixa bem fininho, pinta na cor, lixa bem leve, e pinta de novo. Limpa a ferrugem do resto, tira a sujeira das marchas, manda cromar o que der, manda raiar a roda, troca os rolamentos, sapata de freio, cabos e conduites, manete de freio, banco, canote, pneus. Depois monta tudo de novo, engraxando o que precisar, pôe os adesivos, corrente nova, passa os cabos, regula freio, marcha, caixa de direção. E aí tá pronta. Fácil, né?!

Aqui ela ainda está sem os cabos, e este banco da foto troquei num bem fino com a Cecília.


Ah, a propósito, ela não é mais Monark 10, agora é Monark 12, pois só encontrei pinhão de 6 velocidades.

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