Estante de aço para sala

Salve galera,

depois de uns meses de inatividade, volto para mostrar para vocês um projeto de decoração.

A sala aqui de casa tinha um rack, desses de MDF das Casas Bahia, e que já estava sem espaço para mais nada. O sintonizador da parabólica (que já não funciona a mais de um ano) sobre o aparelho de DVD, o toca-discos espremido no cantinho, as conexões do som em local de difícil acesso, etc. Além da aparelhagem audio-visual, os LP’s estavam largados no chão, pegando umidade e sujeira.

Comecei a desenhar uns projetos de estantes, a maior parte baseada em colunas e linhas de cubos, como essa daí:

Mas como exige grandes cortes de chapas, e no que dependesse de tempo livre só ia ficar pronto no próximo Big Bang, resolvi encomendar numa marcenaria mesmo (esta era a única solução, já que outros projetos estavam em andamento e não podiam ser prejudicados). Mas o orçamento ficou muito, mas muito caro. Preço de um fusca em bom estado. Sem condiçoes.

Aí tive que repensar a coisa. Em madeira, mesmo simplificando o projeto, ia ficar caro, pela mão de obra e acabamento. Então decidi usar outro material muito utilizado para estantes de prateleiras: o aço. Estas estantes tem diversas utilidades, como em estoques, lojas de peças e ferramentas, oficinas, e outros que exijam robustez e não exijam beleza.
Ops, então o problema. Estas estantes realmente não são bonitas: geralmente são cinza, quadradonas, frias. Mas, pesquisando por aí, encontrei um fabricante em São Paulo que tinha modelos industriais, com grande capacidade de carga, com as prateleiras coloridas! Show, encomendei logo duas, com as prateleiras em cores diferentes. Aqui em casa cortei uma delas em aproximadamente 1/3 e 2/3, montei todas na sala, em alturas alternadas, e a arrumação ficou assim:

As caixas de som couberam certinho na horizontal, a TV teve o destaque reduzido, condizente com seu uso aqui em casa, e ainda fiquei com um espaço para manipular os LPs entre um disco e outro.

Ah, e aproveitando o post e a última foto: um ótima solução para guardar as pranchas de surf, sem ocupar muito espaço, é pendurando-as na parede. Estas aqui foram penduradas com um suporte específico para isso, comprado na surfshop. Mas pode-se também usar corda, com um grande laço na ponta (onde iria o bico), um laço fixo na altura da quilha, para segurar a prancha na vertical, e um laço na outra ponta para pendurá-la num gancho ou prego na parede.

Pessoal, é isso. Qualquer dúvida deste e de outros projetos, como fornecedores, material, forma de contrução, medidas e outros, fiquem à vontade para perguntar.

Abraço empoeirado,

Fernando

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Suporte para fogão

Dá-lhe galera!!

Este projeto certamente não vai ser dos mais empolgantes para vocês, mas já fiz tem um tempinho e acho que merece seu espaço aqui, já que, como os Banquinhos 3 2 1, este também foi criado por mim, primeiro desenhado em papel, plotado em Corel e depois executado.

Bem, mas afinal do que se trata, né? Vamos lá: compramos nosso fogão assim que chegamos na casa, já usado. Ele estava ainda em um ótimo estado, mas os bicos eram para gás encanado, e aqui em casa temos gás em bujão, o que ferrava com qualquer bolo que a gente tentasse assar (pelo menos era essa a desculpa…). Enfim, de qualquer forma, do jeito que estava, gastava mais gás que o necessário, deixava todas as panelas pretas, e cada boca parecia um portal para o inferno, de tanto fogo.

Como um tio meu estava precisando de um fogão, aproveitei para dar este para ele, e providenciei outro aqui para casa. Mas na hora de comprar, notei como que é mais interessante estes fogões de embutir. Aqueles pés dos fogões normais me pareciam estranhos, então resolvi comprar um de embutir.

Aí veio o problema: eu não tinha onde embutir! “Bem, depois eu dou um jeito” pensei eu. Aí me veio a ideia de uma espécie de cadeira para o fogão, uma armação onde eu pudesse encaixar o fogão criando assim pés para o fogão que não tinha pés. Desenhei num papel para ver se ficava legal, e passei para o Corel, já com as medidas de forma que eu pudesse aproveitar uns caibros que eu tinha comprado para outro fim.

O desenho do Corel ficou assim:

 

Aí foi só imprimir os moldes e cortar. Para os cortes curvos dos pés da frente apelei para a serra de fita da marcenaria da Cancelinha. Aí foi só montar tudo com encaixes e cola epoxi, sem prego nem parafuso.

Na hora de colocar o fogão, me dei conta que tinha feito mais largo do que devia, um erro na hora de medir. A solução foi tirar uns dois dedos do centro, onde está a linha no desenho anterior.

Aí ficou assim:

Ficou faltando o acabamento, mas isso vai ficar para a próxima encarnação…

Abraços!

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Adirondack Furniture!

FAAALA PESSOAL (nem sei se tem gente vendo isso aqui… se tiver dê um toque aí, deixe recado, diz se gostou, se não gostou..)

Esse aqui deu trabalho. Tudo começou a mais de 1 ano, quando meu grande amigo Leonardo me deu umas peças de madeira que estavam sem uso. Na época ele chegou a mencionar de fazer um banco com aquelas peças, mas ainda não tínhamos nenhum desenho ou idéia consolidada.
Então guardei as peças.
Até que minha mãe, lá no Rio, comprou algumas cadeiras com um desenho bem conhecido, as cadeiras Adirondack, e que são bem confortáveis e com um desenho muito fácil de copiar. Resolvi que ia fazê-las.

Eram 4 caibros de 7x7cm, com 2 metros de comprimento cada. Para poder usá-los, precisei dar uma “processada” neles. Cortei, aqui em casa mesmo, cada caibro em 3 peças ao comprido, ficando com 3 tábuas de 7×2,1 cm e 2 m de comprimento, por caibro, dando 12 tábuas. Colei as tábuas de 2 em duas, de lado, ficando com 6 super tábuas de 7×2,1x200cm. Na colagem das tábuas tentei aproveitar as diferentes texturas da madeira para produzir contrastes na mesma tábua. Dá para ver, nas pernas e braços do mobiliário, como ficou. No encosto e no assento utilizei angelim-pedra.

O desenho foi um mix de outros desenho que achei pela internet e do desenho da cadeira lá de casa. O que acontece é que, mesmo que seja um desenho já consagrado e muito utilizado, há diversos detalhes que mudam de uma para outra. Procurei juntar a que me parecesse mais confortável com a que tivesse a forma de construção mais firme. Para completar, ao invéz de fazer só uma ou duas cadeiras, resolvi fazer uma cadeira e uma namoradeira, que nada mais é que a mesma cadeira, só que de dois lugares.

Vamos à construção. Já com as 6 super tábuas, imprimi os moldes (desenhados no Corel e impressos em ploter), passei os desenhos para a madeira e cortei com a tico-tico. Com as peça cortadas (parece rápido, né, só cortar… mas não foi!), montei as estruturas laterais, compostas por perna dianteira, perna e curva do assento, braço e reforço do braço, suporte do suporte do encosto. Depois foi só arredondar as bordas para não machucar o braço da galera. Ficou assim:

Daí foi cortar as peças do encosto, lixar as mesmas e as peças do assento (que já encomendei cortadas e boleadas!), e montar. E dá-lhe prego e cola…

Aqui com algumas peças da namoradeira posicionadas, mas ainda sem pregar. Não reparem na bagunça da oficina..

A viola e o cavaco do Paulinho foram testemunhas…

E depois de tudo montado, foi lixar mais um pouco, e passar o stain impregnante, que é como um verniz, mas não forma filme, penetra na madeira.

Aí arrumamos os dois no quintal, perto da moita de boldo e da orquídea. Para completar a decoração, umas ânforas de barro do Paulinho também!

Bem, quem gostou e quiser uma dessa, ora, vai fazer, porque minha cota dessas cadeiras já acabou pela próxima década…





Grande abraço!

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Banquinho 3 2 1

Este foi um projeto totalmente feito aqui em casa, desde a concepção do desenho até o acabamento final. Começou com a idéia do Diogo de fazer uns banquinhos para a cozinha dele. Daí resolvi fazer uns para a nossa cozinha aqui também, sendo no total 5 banquinhos.

Quase todo feito em compensado naval 18mm, exceção do assento (compensado 15mm + 4mm). Diferente da maioria dos banquinhos, este tem apenas 3 pernas, para facilitar a estabilização em qualquer piso.

Aqui na oficina, mostrando algumas partes já cortadas e dois banquinhos montados, tudo preparando para o acabamento base.

 

E 3 deles prontos, na cozinha.

Ah, para quem não sacou, o nome é 3 2 1 em referência ao numero de pernas, à quantidade deles aqui na cozinha, e ao formato de foguete das pernas.

Grande abraço e até a próxima…

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