Cabeludomar

https://oggp.files.wordpress.com/2010/11/pict0024.jpg
                                                              Encontre o dropante…

Blogged with the Flock Browser
Anúncios

Ferdinando Surfcrafts n°1 – Egg 5’6″ quad pintail

Aloha, caros, raros e persistentes leitores!

No nosso último post, mostrei o resultado final da OGGP-1, uma prancha de surf de madeira. Com a construção dessa prancha aprendi muito, e este era o objetivo. O resultado final, apesar de esteticamente interessante, foi uma prancha de surf muito pesada e difícil de usar. Hoje ela está apenas enfeitando a parede da sala, papel que desenpenha muito bem.

Já durante a conclusão da OGGP-1, comecei a pensar no desenho de outra prancha, para poder aplicar tudo que tinha aprendido com a primeira, consertando os erros que tinha cometido, e dessa forma conseguir fazer uma prancha de surf de madeira realmente usável. A inspiração veio de uma kneeboard do Sérgio Peixe, que comprei já bem usada e, após usar uns meses para surfar de joelhos, fiz algumas modificações no posicionamento e tamanho das quilhas e passei a usar para surf em pé. A prancha é bem larga, curta e quadriquilha, quase uma egg pintail. Para consertar um defeito que ela tem de não segurar quando a parede fica um pouco mais vertical, estreitei um pouco o shape, usando como base a Quagg, do shaper McCallun.

Definido o desenho, passei para o AkuShaper, e depois para um software que gera a planta do esqueleto interno. Daí para frente começa a poeira! No esqueleto usei freijó e no deck e fundo compensado comum de virola de 4mm, desses mais vagabundos. Algumas fotos do processo de construção:

SNC10967

SNC10980

SNC10971

SNC10989

Como é notavel, o trabalho de colagem com a resina ficou bem mais limpo desta vez. Usei apenas a resina, sem aditivo algum. No bico e rabeta, para ajudar na delimitação do shape, instalei as placas que podem ser vistas nas fotos.

A forma de construção da borda também mudou. O sistema de ripas do Rich não funcionou muito bem para mim. Resolvi então fazer umas adaptações no método tradicional e criei o meu próprio método: o da borda trapezoidal. Na verdade o shape já existe em pranchas de bloco, mas usando em prancha de madeira achei que podia economizar um pouco do peso. No fim não sei se adiantou, mas ficou legal…

Segui colando o deck e a borda. Para a borda, usei cortiça e freijó.

SNC10991

SNC11024

SNC11027

E aí veio a quilha. No primeiro projeto já tinha cometido uns bons erros com a quilha que me renderam alguns quilos a mais na prancha. Dessa vez resolvi instalar copinhos do sistema FCS de quilhas removíveis, o que me evitaria cometer erros na laminação das quilhas e permitiria levar a prancha em viagens de avião. Como não tinha pensado no uso do copinho até estar com a prancha toda fechada, não tinha instalado nenhum bloco de reforço no interior da prancha. A solução foi instalar blocos maiores que os copinhos e instalar estes últimos no meio.

SNC11052

SNC11051

Os copinhos mesmo só instalo após a laminação. Neste ponto já havia dado o shape à borda, instalado os reforços para os copinho, e lixado a prancha toda. Próximo passo foi escrever o nome, impermeabilizar a prancha com uma camada bem fina de resina e depois laminar. O nome acabou ficando Ferdinando Surfcrafts n°1. A série OGGP só terá sequência em outros protótipos e experimentos de primeira viagem despretenciosos. As pranchas de surf agora seguirão a linha Ferdinando Surfcrafts.

SNC11086

SNC11092

Novamente utilizei a válvula de Gore-Tex para controle da pressão interna e o leash loop para prender a cordinha. Fica bem bonito.

SNC11099

Assim que terminei de lixar, instalar os copinhos e passar a última camada de resina, viajei para o Panamá e surfei com ela em Santa Catalina! Alucinante! O lugar… a prancha ainda estava em ajuste das quilhas, por isso não me arrisquei muito com ela.

Depois de uns dias de surf, cheguei a uma combinação de quilhas que funcionou. O resultado final foi uma prancha não muito pesada (4,8kg), com boa flutuação e remada, um pouco dura para o tamanho, precisando pressionar bem na rabeta para fazer curva, mas funcionando muito bem numa onda mais contínua que não exija reflexos rápidos. A troca de borda é lenta, por causa da largura, e agravado pela distribuição de peso pelas bordas. Mas eu gostei da prancha, e me serve perfeitamente nas ondas da região dos lagos. Aqui em Macaé às vezes tenho que deixá-la de lado e apelar para uma pranchinha comum, pois a onda é muito buraca, e quebra num banco raso. Esta prancha aqui não foi feita para esse tipo de onda. Vamos ver como ela ficou:

SNC11280

SNC11286

SNC11289

SNC11288

SNC11284

SNC11285

SNC11290

SNC11292

E aqui numa bela manhã de sol em Macaé:

IMG_4390

IMG_4361

IMG_4364

IMG_4392b (499 x 782)

Espero que tenham gostado, com a certeza de que não mais que eu! É bom finalmente fazer uma prancha que funcione bem, e essa me impulsiona para a próxima, já em produção!

Quem quiser informações sobre essa prancha, plantas, como construir, é só perguntar. Quem quiser comprar uma assim, fale com algum dos caras que citei no post OGGP-1, a fish 6’4″ de madeira, porque eu só faço para mim! HA!

Blogged with the Flock Browser

Mini-post: Banco para pote de ração

Uma rapidinha: banco suporte de pote de ração, para evitar problemas de coluna em cachorros. Fiz 2 desses para as cadelas de uma amiga. Bem fácil e rápido de fazer. Não apliquei nenhum acabamento para evitar intoxicação das cadelas se ela roerem o banco. Todo feito em compensado naval 18mm.

Em breve, continuação da OGGP-1, a fish 6’4″.

Até.

A Monark 10

O meu pai tinha na garagem lá de casa uma bicicleta que tinha ganhado de um amigo, mas já tava bem velhinha, empoeirada, com os pneus ressecados e os raios enferrujados. O quadro era rosa-mangueira, e os cromados estavam bem detonados, e minha mãe já estava querendo jogar fora.
Ah, pô, jogar fora uma bicicleta?! Transformar em entulho o mais eficiente meio de transporte movido à energia humana?! Negativo.
Logo me prontifiquei a reformar a bichinha, e foi aí que começou mesmo meu gosto e admiração pelas bicicletas.

Achei que ia ser mais fácil, mas também não foi lá nada impossível. Primeiro passo, desmontar a bike toda, depois tirar toda a tinta do quadro, tirar a ferrugem, fosfatizar, passar base, lixar, base de novo, lixa mais um pouco, base novamente, lixa bem fininho, pinta na cor, lixa bem leve, e pinta de novo. Limpa a ferrugem do resto, tira a sujeira das marchas, manda cromar o que der, manda raiar a roda, troca os rolamentos, sapata de freio, cabos e conduites, manete de freio, banco, canote, pneus. Depois monta tudo de novo, engraxando o que precisar, pôe os adesivos, corrente nova, passa os cabos, regula freio, marcha, caixa de direção. E aí tá pronta. Fácil, né?!

Aqui ela ainda está sem os cabos, e este banco da foto troquei num bem fino com a Cecília.


Ah, a propósito, ela não é mais Monark 10, agora é Monark 12, pois só encontrei pinhão de 6 velocidades.

Blogged with the Flock Browser

A Oficina de Garagem Gaivota Pirata

Olá pessoal!

Seja bem vindos ao blog.

Desde que vim para Macaé resolvi usar meu tempo livre para outra coisa que não ver televisão. Assim foram surgindo projetos na cabeça, dos mais variados. Alguns deles já consegui executar, outros ainda estão em construção, e ainda tem um bocado que está só no papel. Meu amigo André deu a idéia de colocá-los na internet, uma forma de mostrar o trabalho para quem não vem me visitar com frequencia (né, André).

Tem algumas restaurações de objetos antigos, como bicicletas, algo de decoração, mas a maioria deles é na área de marcenaria, com algumas interseções na área de instrumentos musicais e esportes (vocês verão do que estou falando..). De um modo geral vou tentar mostrar somente o projeto pronto, mas quando houverem etapas interessantes de construção eu posto também.

Ah sim, a oficina. Moramos eu e o Diogo numa casa com um bom espaço coberto na área posterior da casa. É lá que faço as coisas. Mais recentemente precisei de um espaço mais protegido, então acabei ocupando também a garagem… é, sou meio espaçoso mesmo, ainda bem que o Diogo não reclama.

Para criar uma identidade para os projetos feitos aqui, inventei o nome Oficina de Garagem Gaivota Pirata, ou só GP. Vai ter ainda um logotipo, algo assim:

Até logo.

Blogged with the Flock Browser