Adirondack Furniture!

FAAALA PESSOAL (nem sei se tem gente vendo isso aqui… se tiver dê um toque aí, deixe recado, diz se gostou, se não gostou..)

Esse aqui deu trabalho. Tudo começou a mais de 1 ano, quando meu grande amigo Leonardo me deu umas peças de madeira que estavam sem uso. Na época ele chegou a mencionar de fazer um banco com aquelas peças, mas ainda não tínhamos nenhum desenho ou idéia consolidada.
Então guardei as peças.
Até que minha mãe, lá no Rio, comprou algumas cadeiras com um desenho bem conhecido, as cadeiras Adirondack, e que são bem confortáveis e com um desenho muito fácil de copiar. Resolvi que ia fazê-las.

Eram 4 caibros de 7x7cm, com 2 metros de comprimento cada. Para poder usá-los, precisei dar uma “processada” neles. Cortei, aqui em casa mesmo, cada caibro em 3 peças ao comprido, ficando com 3 tábuas de 7×2,1 cm e 2 m de comprimento, por caibro, dando 12 tábuas. Colei as tábuas de 2 em duas, de lado, ficando com 6 super tábuas de 7×2,1x200cm. Na colagem das tábuas tentei aproveitar as diferentes texturas da madeira para produzir contrastes na mesma tábua. Dá para ver, nas pernas e braços do mobiliário, como ficou. No encosto e no assento utilizei angelim-pedra.

O desenho foi um mix de outros desenho que achei pela internet e do desenho da cadeira lá de casa. O que acontece é que, mesmo que seja um desenho já consagrado e muito utilizado, há diversos detalhes que mudam de uma para outra. Procurei juntar a que me parecesse mais confortável com a que tivesse a forma de construção mais firme. Para completar, ao invéz de fazer só uma ou duas cadeiras, resolvi fazer uma cadeira e uma namoradeira, que nada mais é que a mesma cadeira, só que de dois lugares.

Vamos à construção. Já com as 6 super tábuas, imprimi os moldes (desenhados no Corel e impressos em ploter), passei os desenhos para a madeira e cortei com a tico-tico. Com as peça cortadas (parece rápido, né, só cortar… mas não foi!), montei as estruturas laterais, compostas por perna dianteira, perna e curva do assento, braço e reforço do braço, suporte do suporte do encosto. Depois foi só arredondar as bordas para não machucar o braço da galera. Ficou assim:

Daí foi cortar as peças do encosto, lixar as mesmas e as peças do assento (que já encomendei cortadas e boleadas!), e montar. E dá-lhe prego e cola…

Aqui com algumas peças da namoradeira posicionadas, mas ainda sem pregar. Não reparem na bagunça da oficina..

A viola e o cavaco do Paulinho foram testemunhas…

E depois de tudo montado, foi lixar mais um pouco, e passar o stain impregnante, que é como um verniz, mas não forma filme, penetra na madeira.

Aí arrumamos os dois no quintal, perto da moita de boldo e da orquídea. Para completar a decoração, umas ânforas de barro do Paulinho também!

Bem, quem gostou e quiser uma dessa, ora, vai fazer, porque minha cota dessas cadeiras já acabou pela próxima década…





Grande abraço!

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Banquinho 3 2 1

Este foi um projeto totalmente feito aqui em casa, desde a concepção do desenho até o acabamento final. Começou com a idéia do Diogo de fazer uns banquinhos para a cozinha dele. Daí resolvi fazer uns para a nossa cozinha aqui também, sendo no total 5 banquinhos.

Quase todo feito em compensado naval 18mm, exceção do assento (compensado 15mm + 4mm). Diferente da maioria dos banquinhos, este tem apenas 3 pernas, para facilitar a estabilização em qualquer piso.

Aqui na oficina, mostrando algumas partes já cortadas e dois banquinhos montados, tudo preparando para o acabamento base.

 

E 3 deles prontos, na cozinha.

Ah, para quem não sacou, o nome é 3 2 1 em referência ao numero de pernas, à quantidade deles aqui na cozinha, e ao formato de foguete das pernas.

Grande abraço e até a próxima…

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Skate Longboard

Salve caro visitante,

voltamos aqui para mais um projeto, este recém terminado.

Ele começou tem uns 3 meses, quando vi o vídeo Skating to Sunshine, do Adam Colton e Adam Stokowski. Aliás vale a pena dar uma olhada no site do Adam Colton. Neste vídeo eles dançam sobre skates longboards realmente longos, como os pranchões do surf. A LongBoardLarry tem estes shapes.
Aqui no Brasil o Felipe Siebert, da Siebert Surfboards estava fabricando uns shapes destes.

Como estava com um bocado de material aqui em casa, incluindo um compensado naval de 18mm, resolvi tentar fazer um, para ver no que dava.

Os shapes de skate normalmente são fabricados já no formato, com as curvas de fundo. Para isso eles prensam folhas finas de madeira com uma resina especial num molde no formato do shape. Mas como esse processo é meio complicado, resolvi fazer o meu cortando o compensado que eu tinha, sem fazer curvatura nem nada.

O desenho do shape copiei da LBL, cortei do compensado, arredondei as bordas, lixei e passei umas camadas de seladora. Ainda fiz uns desenhos na parte que fica para cima. Fui lá da Galeria River e comprei o resto todo que faltava (truck, rodas, rolamentos, pads).  O resultado é esse aí:

E aqui ele em ação:

Bem, depois de umas 3 semanas, ouvi alguns estalos na madeira, e um belo dia aconteceu algo não tão inesperado:

Mas sem desespero, peguei a parte da frente e fiz outro


Pela espessura exagerada do compensado para o tamanho que o skate ficou, ele ficou muito duro, sem flexibilidade, além de ter ficado muito alto. E além do mais não era a mesma coisa que o outro, não dava para caminhar na prancha e nem relaxar muito, porque ficou meio nervoso, rápido para fazer curvas.

Então resolvi botar a mão na massa e fazer um direito, que prestasse e que não fosse quebrar, com a flexibilidade ideal. Tinha aqui mais uns compensados de 6mm de cedro puro, encomendados de São Paulo para um outro projeto, e mais um de 4mm bem leve. Fiz um sanduíche de 3 camadas (6mm, 4mm, 6mm) e prensei com resina epoxi para industria naval da Barracuda Tec. Desta vez já pude incorporar uma curvatura no shape durante a colagem. Depois foi só fazer aquilo tudo de novo, cortar o outline, arredondar as bordas, lixar, passar seladora, instalar o restante.

Finalmente agora estou satisfeito com o shape, este ficou muito bom, com uma flexibilidade ideal, e um acabamento satisfatório. Aí está:



Espero que esse dure mais tempo…

Abraços.

___________________EDIT________________________

bem, acho que não vai durar tanto não, já está rachando e enverga tanto que quase bate no chão. Vou ter que fazer outro…

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A Monark 10

O meu pai tinha na garagem lá de casa uma bicicleta que tinha ganhado de um amigo, mas já tava bem velhinha, empoeirada, com os pneus ressecados e os raios enferrujados. O quadro era rosa-mangueira, e os cromados estavam bem detonados, e minha mãe já estava querendo jogar fora.
Ah, pô, jogar fora uma bicicleta?! Transformar em entulho o mais eficiente meio de transporte movido à energia humana?! Negativo.
Logo me prontifiquei a reformar a bichinha, e foi aí que começou mesmo meu gosto e admiração pelas bicicletas.

Achei que ia ser mais fácil, mas também não foi lá nada impossível. Primeiro passo, desmontar a bike toda, depois tirar toda a tinta do quadro, tirar a ferrugem, fosfatizar, passar base, lixar, base de novo, lixa mais um pouco, base novamente, lixa bem fininho, pinta na cor, lixa bem leve, e pinta de novo. Limpa a ferrugem do resto, tira a sujeira das marchas, manda cromar o que der, manda raiar a roda, troca os rolamentos, sapata de freio, cabos e conduites, manete de freio, banco, canote, pneus. Depois monta tudo de novo, engraxando o que precisar, pôe os adesivos, corrente nova, passa os cabos, regula freio, marcha, caixa de direção. E aí tá pronta. Fácil, né?!

Aqui ela ainda está sem os cabos, e este banco da foto troquei num bem fino com a Cecília.


Ah, a propósito, ela não é mais Monark 10, agora é Monark 12, pois só encontrei pinhão de 6 velocidades.

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A Oficina de Garagem Gaivota Pirata

Olá pessoal!

Seja bem vindos ao blog.

Desde que vim para Macaé resolvi usar meu tempo livre para outra coisa que não ver televisão. Assim foram surgindo projetos na cabeça, dos mais variados. Alguns deles já consegui executar, outros ainda estão em construção, e ainda tem um bocado que está só no papel. Meu amigo André deu a idéia de colocá-los na internet, uma forma de mostrar o trabalho para quem não vem me visitar com frequencia (né, André).

Tem algumas restaurações de objetos antigos, como bicicletas, algo de decoração, mas a maioria deles é na área de marcenaria, com algumas interseções na área de instrumentos musicais e esportes (vocês verão do que estou falando..). De um modo geral vou tentar mostrar somente o projeto pronto, mas quando houverem etapas interessantes de construção eu posto também.

Ah sim, a oficina. Moramos eu e o Diogo numa casa com um bom espaço coberto na área posterior da casa. É lá que faço as coisas. Mais recentemente precisei de um espaço mais protegido, então acabei ocupando também a garagem… é, sou meio espaçoso mesmo, ainda bem que o Diogo não reclama.

Para criar uma identidade para os projetos feitos aqui, inventei o nome Oficina de Garagem Gaivota Pirata, ou só GP. Vai ter ainda um logotipo, algo assim:

Até logo.

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